A Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) é a maior e mais perigosa organização militar no mundo. Instrumento das políticas económica e externa norte-americana, tem na União Europeia o seu pilar europeu.

O seu alargamento ao Leste da Europa e a ampliação das suas múltiplas «parcerias estratégicas», a partir da última década do século passado, reforçaram a presença militar dos EUA e da NATO na Europa e projectaram a acção deste bloco político-militar a, praticamente, todos os continentes e regiões do mundo.

A vasta rede de bases militares estrangeiras, as esquadras navais, os sistemas anti-míssil e de vigilância global que os EUA e os seus aliados da NATO têm espalhados na Europa e por todo o mundo, são instrumentos da sua estratégia de dominação imperialista – os seus objectivos são hoje abertamente ofensivos e todo o planeta a sua área de intervenção.

A NATO não cessa de aumentar as suas actividades militares e a expansão das suas bases – incluindo a instalação do sistema anti-míssil dos EUA – desde o Mar Cáspio ao Árctico, cada vez mais próxima das fronteiras da Federação Russa.

Os países membro da NATO, com destaque para os EUA, são responsáveis pela esmagadora maioria das despesas militares no mundo e pela corrida a cada vez mais sofisticados armamentos, incluindo armas nucleares.

A NATO pressiona os seus membros a aumentar os seus orçamentos militares. Para a NATO nunca falta dinheiro para fazer a guerra, enquanto, ao mesmo tempo, são promovidas políticas contra os direitos e rendimentos dos trabalhadores e dos povos nos seus países membro.

A NATO interveio directamente ou apoiou intervenções militares em países da Europa, do Médio Oriente, de África e da Ásia Central. A NATO bombardeou a Jugoslávia e é responsável pela desestabilização, violência e guerra que marcam hoje a realidade da Ucrânia, da Síria, do Iraque, da Líbia ou do Afeganistão. Em nenhum destes casos o objectivo ou o resultado foi a democracia ou a Paz – o único legado é a morte e a destruição, e o aumento do domínio dos recursos e lucros de grandes empresas dos países membros da NATO.

A NATO é responsável pelo drama de milhões de deslocados e refugiados que procuram escapar do horror da guerra.

Esta acção belicista alimenta uma escalada de tensões, a agressão imperialista e a ameaça real de uma guerra generalizada e o perigo de um confronto nuclear que significaria a destruição da civilização por todo o planeta.

A NATO é a principal ameaça à Paz na Europa e no mundo.

A guerra não é inevitável! As forças da Paz, os povos têm uma palavra a dizer!

O Conselho Mundial da Paz apela às organizações e activistas na Europa defensores da causa da Paz para promoverem acções contra a NATO, pela dissolução deste bloco político-militar, pelo respeito do direito de cada povo a decidir da desvinculação do seu país desta organização militar.

Neste quadro, o CMP apela a uma mobilização global contra a NATO nos dias 8 e 9 de Julho de 2016, aquando da realização da Cimeira da NATO em Varsóvia.

Denunciando a natureza agressiva da NATO e os objectivos belicistas da sua Cimeira em Varsóvia, o Conselho Mundial da Paz apela à afirmação:

A retirada de todas as forças da NATO envolvidas em agressões militares;

O fim da chantagem, desestabilização e guerras de agressão contra Estados soberanos;

O apoio aos refugiados, vitimas das guerras que a NATO promove e apoia;

O encerramento das bases militares em território estrangeiro e o desmantelamento do sistema anti-míssil dos EUA e da NATO;

O desarmamento geral e a abolição das armas nucleares e de destruição massiva;

A dissolução da NATO;

O respeito pelos princípios da Carta das Nações Unidas, pela soberania e igualdade de povos e Estados.

Em 8 e 9 de Julho A Europa diz Sim à Paz! Não à NATO!