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Minhas Senhoras e Meus Senhores, Estimadas Amigas e Amigos da Paz
Em nome da Direcção do Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) saúdo todas as pessoas presentes neste magnífico Concerto pela Paz, no Teatro Rivoli, só possível com o empenhamento de muitos artistas e grupos que aqui intervêm hoje, envolvendo cerca de 200 pessoas, e para quem vai o nosso caloroso agradecimento.

Agradecimento que é também extensivo à Câmara Municipal do Porto, com quem o CPPC tem um protocolo de colaboração, em especial ao Presidente e à Vice-presidente, ao Pelouro da Educação, ao Teatro Rivoli e aos seus técnicos que, em conjunto connosco e com Guilhermino Monteiro, montaram este espectáculo que esperamos vos agrade a todos. Como sabem, é o segundo Concerto pela Paz que organizamos no Rivoli com apoio da Câmara Municipal do Porto. Esperamos que para o ano haja mais.

Certamente também já viram a exposição, no átrio do Rivoli, dos belos trabalhos de poesia sobre a Paz de alunos de escolas do Porto, a quem muito agradecemos, incluindo alunos, professores e direcções das escolas. É uma colaboração que já vem de 2015, com pinturas que estiveram expostas no anterior Concerto e que utilizámos para a colecção de postais que já conhecem. É uma colaboração que esperamos continuar, designadamente com as exposições do CPPP e os debates nas escolas e associações.

Este Concerto pela Paz realiza-se um contexto particularmente complexo no plano internacional, onde, por um lado, se mantêm graves conflitos, guerras e agressões em muitas zonas do mundo, particularmente no Médio Oriente e em África, e graves ameaças à Paz noutras zonas, desde a América Latina à Ásia, mas incluindo na Europa, sem esquecer o drama dos refugiados e as vítimas das políticas injustas e agressivas, que agravaram desigualdades sociais e aumentaram a pobreza, o que exige de todos os amantes da paz uma redobrada atenção e empenhamento na defesa da justiça, da liberdade, da democracia e da Paz, de acordo com os valores de Abril.

Mas, por outro lado, também surgem raios de esperança, resultado das lutas dos povos e de todos os amantes da Paz, com decisões muito importantes, como as recentes decisões de instituições internacionais sobre Cuba e sobre a Palestina, reconhecendo os seus direitos. Realçamos o voto de congratulação da A. da República pela Resolução do Cons. de Seg. da ONU de condenação dos colonatos israelitas no território da Palestina.

O CPPC continua a contribuir para o reforço do movimento da Paz em Portugal, a lutar contra a guerra e o militarismo, a desenvolver acções de solidariedade e cooperação com os povos de todo o mundo, o que também depende da participação e empenhamento de todos os aderentes e amigos desta nobre causa da Paz.

A nossa convicção é que, com a vossa participação neste Concerto, podemos afirmar, a muitas vozes, a nossa indignação face às guerras de agressão e expressar, a muitas vozes também, a nossa solidariedade com os povos vítimas do colonialismo, de actos de ingerência externa e de conflitos armados, de injustiças e desigualdades sociais, da opressão, dos desrespeito da sua soberania e independência nacionais. E dizermos todos PAZ Sim! Guerra Não!

Em vez de conflitos armados, guerras, ingerências, novos colonialismos e corrida aos armamentos, reafirmamos aqui o nosso compromisso com a Paz, tendo por base o artigo 7º da Constituição da República Portuguesa e os princípios da Carta da Nações Unidas, na exigência do fim das armas de destruição massiva, incluindo as armas nucleares, o fim da corrida aos armamentos e da militarização das relações internacionais, a exigência da dissolução dos blocos político-militares, a promoção dos valores de Abril também na política externa portuguesa, na defesa da cooperação e amizade entre os povos de todo o mundo, preconizando a abolição do imperialismo, do colonialismo e de quaisquer outras formas de agressão, domínio e exploração. Queremos uma ordem internacional capaz de assegurar a justiça nas relações entre os povos, na defesa da emancipação e progresso da humanidade.

Assinalámos recentemente o 40º aniversário da aprovação da Constituição da República Portuguesa pelo que significa de contributo para a Paz, dando particular atenção às actividades de educação e do desenvolvimento de uma cultura de Paz, de que são exemplo estes Concertos pela Paz, as exposições e os debates. Muitas outras iniciativas irão continuar a decorrer na luta pela Paz, incluindo mais parcerias com municípios, artistas, colectividades, escolas, professores, sindicatos, jovens e todos, homens e mulheres de boa vontade para quem a Paz é um objectivo central.

Um bom Concerto. Pela paz, todos não somos demais.

Intervenção de Ilda Figueiredo disponível em https://youtu.be/IoUqpvZ-CiA