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O Conselho Português para a Paz e a Cooperação, no âmbito das suas actividades em defesa da paz, da segurança e da cooperação internacionais e pela amizade e solidariedade entre os povos, tem continuado a marcar a sua presença em escolas, através de debates, exposições e outras iniciativas. Estas têm-se que se têm caracterizado por um grande entusiasmo e activa participação dos jovens estudantes em discutirem e aprofundarem o conhecimento sobre questões tão importantes para o presente e o futuro da Humanidade.

Exemplo desse interesse são as iniciativas promovidas pelos próprios alunos, como foram os casos de duas turmas da Escola Secundária Alfredo dos Reis Silveira, localizada na Torre da Marinha (Seixal), que organizaram uma sessão, no dia 10 de Dezembro, sobre Os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e a Paz no Mundo, e três turmas do Escola de Camões (antigo Liceu Camões) que instalaram no átrio da Biblioteca uma exposição do CPPC, evocativa dos 100 anos da Grande Guerra e a Luta pela Paz, e realizaram, no dia 12 do mesmo mês, uma sessão/debate: Da 1.ª Guerra Mundial á Actualidade.

 

Nas duas iniciativas o CPPC esteve representado por Armando Farias que. na apresentação e desenvolvimento dos temas, evidenciou a complexa e perigosa evolução da situação internacional, em particular nas últimas décadas marcadas pela intensificação da corrida armamentista e do alastramento de guerras, agressões e ingerências impostas pelas potências imperialistas sobre povos e Estados soberanos em várias regiões do globo.

Foi salientado que não basta reconhecer que é muito importante defender o espírito e os princípios inscritos da Carta das Nações Unidas e em outras Convenções que regulam os direitos fundamentais do homem e que estabelecem as condições necessárias para assegurar a paz e promover o progresso económico e social de todos os povos no mundo, mas é, sobretudo, necessário e premente que sejam efectivamente cumpridos e aplicados esses instrumentos do Direito Internacional, base fundamental para pôr fim ao militarismo e à guerra, para defender e promover a paz, para desenvolver e aprofundar as relações de cooperação, de amizade e de respeito mútuo entre os Estados e os povos.

Também foram debatidas questões tão importantes como a proliferação das armas nucleares, os gastos militares para alimentar os planos belicistas da União Europeia, a exigência da dissolução da NATO e a exigência de cumprimento, pelas autoridades portuguesas dos princípios consagrados na Constituição da República Portuguesa, nomeadamente a ratificação do Tratado de Proibição das Armas Nucleares e o respeito pela soberania, independência, igualdade de direitos e resolução pacífica dos conflitos entre os Estados.

Os alunos mostraram interesse em organizar mais iniciativas para aprofundar o conhecimento sobre o movimento da paz em Portugal e no mundo e outras acções para promover os valores da paz, da cooperação, da amizade e da solidariedade com os povos que são vítimas de agressão e opressão e que lutam pela liberdade e independência, pelo desenvolvimento e progresso social.