30 de Março de 1976 deixa na memória do povo palestino um dia marcado por uma greve geral e grandes manifestações de protesto, resultado da repressão provocada pelas forças armadas de Israel, nas quais foram assassinados 6 jovens palestinos e centenas foram presos ou feridos por militares israelitas que ilegalmente pretendiam expropriar a população para construírem colonatos.

É um dia que representa a resistência e luta do povo palestino contra a ocupação de Israel, pelo direito a uma Palestina livre e independente.


Na Palestina, todos os dias são violados direitos humanos básicos, como o direito à água, o direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal. Ninguém pode ser arbitrariamente privado da sua propriedade, e, no entanto, o que Israel tem feito ao longo dos anos é apropriar-se de território e recursos naturais que não lhe pertencem, destruindo casas fazendo com que centenas de famílias palestinas fiquem desalojadas e privadas de recursos (água, escolas, hospitais...).

O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), reconhece o direito dos povos à autodeterminação e independência e ao desenvolvimento, bem como o direito à insurreição contra todas as formas de opressão, tal como consagrado na Constituição da República Portuguesa (artigo 7º), e, por isso, mais uma vez apresenta, neste dia, a sua solidariedade para com o povo palestino e a sua luta por uma Palestina livre e soberana.

O CPPC exige que seja cumprido o direito do povo palestino a um Estado viável, livre e soberano nas fronteiras estabelecidas antes de 1967, que seja cumprida e respeitada a Declaração Universal dos Direitos Humanos e as resoluções da ONU sobre os direitos do povo palestino, sendo premente:

- o fim da ocupação ilegal israelita de territórios palestinos e o fim das agressões perpetradas contra o povo da Palestina;

- o fim dos colonatos na Cisjordânia e do bloqueio a Gaza;

- o desmantelamento do muro de separação;

- a libertação dos presos políticos palestinos das prisões israelitas;

- o reconhecimento do direito do regresso dos refugiados.