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CPPC saúda 45º aniversário da República Árabe Saarauí Democrática

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O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) saúda o povo saarauí e a sua legítima representante, a Frente Polisário, pelo 45º aniversário da proclamação da República Árabe Saarauí Democrática (RASD), que teve lugar a 27 de Fevereiro de 1976, reafirmando o apoio à sua luta por uma pátria livre e soberana.
A proclamação da República Árabe Saarauí Democrática insere-se na luta do povo saarauí pela conquista da sua independência.
Em 1975, o povo saarauí viu ser-lhe reconhecido, pela ONU, o direito inalienável à autodeterminação, de acordo com a resolução 1514 (XV), de 14 de dezembro de 1960, adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas.
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Cuba promove a paz e a solidariedade, não o terrorismo

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O Conselho Português para a Paz e Cooperação repudia da forma mais firme a recente decisão da Administração dos EUA de voltar a incluir Cuba na sua lista de Estados, que arbitraria e hipocritamente afirma, serem promotores do terrorismo.
Esta é mais uma medida unilateral dos EUA, com que procuram justificar inaceitáveis bloqueios e sanções, que impõem sem qualquer fundamento e à revelia do direito internacional, pretendendo aumentar as pressões e ingerências com que, desde há décadas, procuram impedir o povo cubano de prosseguir livremente o caminho que soberanamente escolheu para o seu país.
Esta medida é tão mais imoral quanto os EUA, país que reconhecidamente cria, financia e apoia grupos terroristas para desestabilizarem outros países, como, por exemplo, na Síria, acusam Cuba que é exemplo, também reconhecido, mas de solidariedade internacional, como bem simboliza, entre outros, a Brigada Médica Henry Reeves, candidata ao Nobel da Paz.
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Urgente acabar com sanções e bloqueio contra a Venezuela

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O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) sublinha a importância do apelo recente da relatora especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Alena Douhan, para que cessem as sanções contra a Venezuela e que países como Portugal actuem para descongelar recursos do Estado venezuelano.
A relatora salientou que as sanções, o bloqueio económico contra a Venezuela e o “congelamento” de recursos “exacerbaram as calamidades” e “limitam o direito à vida, à educação, comida e medicamentos”, tendo afirmado que as medidas coercivas impostas, desde 2017, pelos EUA e pela União Europeia travaram o desenvolvimento do país porque reduziram as receitas do Estado, especialmente da venda de petróleo, em 99%, o que dificulta as respostas sociais, situação tanto mais dramática quanto se está numa grave situação sanitária por causa da COVID 19.
Recorde-se que, por causa do bloqueio e das sanções, diversos países bloquearam milhares de milhões de euros venezuelanos, e que, no caso português, estão em causa mais de 1500 milhões de euros bloqueados no Novo Banco, que o ministro venezuelano dos Negócios Estrangeiros, Jorge Arreaza, assegura estarem destinados à importação de medicamentos, vacinas, alimentos, matérias-primas industriais, sementes e fertilizantes, materiais hospitalares e outras despesas vitais.
Assim, mais uma vez, o CPPC reafirma a sua solidariedade para com o povo da República Bolivariana da Venezuela e a sua luta em defesa da soberania, do progresso social e da paz, contra as sanções e bloqueios, apelando também a todos os amantes da paz para que se envolvam nesta solidariedade e na exigência às autoridades portuguesas que pugnem pelo levantamento imediato das sanções e do bloqueio imposto pelos EUA à Venezuela e pela devolução por parte do Novo Banco dos avultados recursos soberanos que tem ilegal e ilegitimamente cativos.
Direção Nacional do CPPC

Respeitar a vontade do povo venezuelano

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O CPPC promoveu, no dia 18, uma sessão pública sobre as recentes eleições legislativas na República Bolivariana da Venezuela, com o significativo lema «Respeitar a Vontade do Povo Bolivariano».
De facto, é precisamente isto que está em causa nesta situação: acossada pelo imperialismo, a Venezuela e o seu povo defendem o seu processo democrático e soberano, iniciado com a vitória eleitoral da Hugo Chávez nas eleições de dezembro de 1998 e que o desde o início tem enfrentado a ingerência, o golpismo e o bloqueio do imperialismo norte-americano, apoiado pela UE, por alguns países da América Latina e pela oligarquia venezuelana.
Estiveram presentes os embaixadores da Venezuela e de Cuba em Portugal, Lucas Rincón Romero e Mercedes Martínez, respetivamente, Luís Carapinha, do CPPC, e Sandra Pereira, deputada do Partido Comunista Português no Parlamento Europeu, que esteve como observadora no ato eleitoral.
A sessão teve como objetivo principal dar informação sobre os últimos desenvolvimento da situação na República Bolivariana da Venezuela, não deixando de constituir um vibrante momento de solidariedade e de defesa do direito dos povos trilharem os seus próprios caminhos de desenvolvimento soberano, sem ingerência de qualquer espécie. A solidariedade internacional é, a par da resistência no próprio país, o caminho para vencer.