A cidade de Dakhla, ocupada por Marrocos, viu declarado o estado de sítio após o anúncio da morte do preso político saarauí e activista dos direitos humanos, Hasena Elwali Aleya.

Hasena Elwali Aleya faleceu, no domingo à noite, num hospital militar marroquino na cidade de Dakhla. De acordo com a sua família, o seu estado de saúde era crítico em resultado de ausência de tratamento médico adequado.

Após a notícia do seu falecimento, manifestantes saíram à rua em protesto contra mais um crime hediondo perpetrado pelo regime marroquino.

Segundo a agência noticiosa Sahara Press Agency, as forças de ocupação marroquinas usaram gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes, deixando pelo menos 16 pessoas feridas.

O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) denuncia os actos criminosos perpretados pelas forças marroquinas, que, sucessivamente, contrariam e desrespeitam o direito internacional e as resoluções das Nações Unidas relativas ao direito à livre autodeterminação do povo saarauí.

O CPPC manifesta a sua solidariedade para com a resistência e luta intensas protagonizadas pelo povo saarauí e com o seu direito à autodeterminação, a uma pátria livre e independente.

Em solidariedade e em coerência com o direito dos povos colonizados à autodeterminação e independência e no respeito do artigo 7.º da Constituição da República Portuguesa que consagra o direito dos povos a resistir à ocupação e a decidir do seu próprio futuro, o CPPC:

- reclama a libertação de todos os presos políticos saarauís das prisões marroquinas;

- condena a cruel repressão, as detenções, as torturas e os assassinatos que são cometidos pelas autoridades marroquinas nos territórios ocupados;

- exige do Governo Português uma posição coerente com a Constituição da República Portuguesa e o Direito Internacional, na exigência do cumprimento dos direitos do Povo Saaraui, já reconhecidos pela ONU.