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Colombia

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    No dia 7 de Agosto realizou-se, na sede do CPPC, a iniciativa “Minca* em defesa da Vida”, promovida pela associação Colombianos pela Paz (Portugal). Na iniciativa que contou com o apoio do CPPC e do Fórum Indígena de Lisboa, para além de intervenções das 3 já referidas organizações, foi possível ouvir o testemunho de Abel Coicué, líder da Comunidade Nasa, da Colômbia.

    Na iniciativa foi denunciado o consecutivo desrespeito, por parte do governo Colombiano, aos direitos reconhecidos constitucionalmente à população indígena da Colômbia, com ataques que passam pela violência contra as populações, pela perseguição judicial e mesmo por inúmeros e frequentes assassinatos de líderes sociais.

  • Na Conferência realizada pelo CPPC no dia 16 de Novembro, em Lisboa, reafirmou-se a solidariedade aos povos da América Latina e Caraíbas que se batem pelo seu direito ao desenvolvimento soberano. Os participantes empunharam cartazes alusivos às situações concretas vividas na Bolívia, Chile, Colômbia, Cuba e Venezuela.

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  • O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) considera da maior importância o cessar fogo bilateral e definitivo que entrou hoje em vigor entre o Governo da Colômbia e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (FARC-EP), que se segue ao Acordo Final para a Fim do Conflito e a Construção de uma Paz Estável e Durável na Colômbia, alcançado recentemente em Havana, Cuba, visando o fim de mais de meio século de confronto armado.

    Recorde-se que no âmbito do processo de negociações de paz que decorriam na capital cubana, há cerca de quatro anos, e como gesto de boa vontade, as FARC-EP já tinham declarado um cessar-fogo unilateral a 20 de Julho de 2015, mas o processo, que envolve a resolução de muitos problemas, só agora foi concluído, dando lugar ao cessar fogo bilateral e definitivo.

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    O CPPC promoveu no dia 16 de Novembro nas instalações da Escola Profissional Bento de Jesus Caraça, em Lisboa, uma conferência sobre a América Latina. Na mesa estiveram Ilda Figueiredo e Luís Carapinha, do CPPC, e os embaixadores da República Bolivariana da Venezuela e de Cuba, Lucas Rincón Romero e Mercedes Martínez. Intervieram também representantes dos Colombianos Pela Paz, dos Chilenos em Portugal e do núcleo do PT de Lisboa. A abrir, Joana Manuel e Rui Galveias interpretaram magistralmente canções latino-americanas, que remetem para a secular luta dos povos da região pelo progresso e a soberania, contra a ingerência.

  • O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) saúda a declaração de um acordo bilateral e definitivo para o cessar-fogo e o fim das hostilidades, com vista a um processo de paz na Colômbia. O acordo assinado entre o Governo da Colômbia, presidido por José Manuel Santos, e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - Exército do Povo (FARC-EP), resulta de um diálogo entre as partes retomado há quatro anos, com a participação do Governo de Cuba e do Governo da Noruega, como garantes, e com o apoio dos Governos da Venezuela e do Chile, como facilitadores de logística e acompanhantes. Um acordo que põe fim a um conflito armado que se mantinha, naquele país, há mais de 50 anos.

    Para todos os que lutam pela Paz, o acordo de cessar-fogo na Colômbia não pode deixar de ser merecer um especial regozijo.
    É com esperança que o CPPC saúda o acordo alcançado, que representa um passo importante para a construção de uma paz estável e duradoura na Colômbia e em toda a região.

    O CPPC faz votos para que o acordo final venha a ser alcançado no mais curto prazo e que se traduza na perspectiva da paz, no caminho do progresso, do bem-estar e da democracia para o povo da Colômbia.

  • "Rejeitamos a persistência do paramilitarismo na Colômbia e exigimos justiça

    Com consternação e revolta, denunciamos nos termos mais firmes os assassinatos de ao menos seis ex-combatentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - Exército Popular (FARC-EP), relatados em 20 de outubro por René Hertz, porta-voz da Zona Veredal Padronização transitória de La Paloma.

    Os ex-combatentes foram encontrados amarrados e mortos no município de Charco. Seu assassinato soma às constantes denúncias de ex-combatentes e membros do novo partido político FARC (Força Alternativa Revolucionária do Comum) sobre a continuidade da violência. A transição para a luta pela justiça social e a transformação na legalidade demonstrara o compromisso com a paz e a construção de uma sociedade melhor para todos.

  • O Conselho Português para a Paz e Cooperação denúncia a injustificada detenção, pelo governo colombiano, de Francisco Javier Toloza, membro da Secção Internacional da Marcha Patriótica e empenhado lutador pela paz.

    A Marcha Patriotica é uma organização que tem conhecido a repressão e a perseguição política por parte do governo de Juan Manoel Santos, com a detenção, durante 2013, de 25dos seusmembros, o que contradiz tudo o que foi tentado para, através do diálogo, conseguir a Paz na Colômbia.

    O CPPC exige a libertação de Francisco Javier Toloza, e de todos os prisioneiros políticos que o governo colombiano tem feito, e afirma que o necessário caminho para a Paz na Colômbia não poderá ser trilhado enquanto o governo colombiano continuar a reprimir a oposição democrática