O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) subscreveu a carta que apela aos Estados de todo o mundo para que apoiem o processo da África do Sul que...
Muitos milhares de pessoas participaram na manifestação "Paz no Médio Oriente, Palestina independente", que simbolicamente uniu as embaixadas dos EUA e de...
Laura Lopes tem a sua assinatura no documento que deu existência legal ao Conselho Português para a Paz e Cooperação, datado de 24 de Abril de 1976. Fosse só...
Ao tomar conhecimento do falecimento de Carlos do Carmo, personalidade ímpar da cultura portuguesa, da música, um dos maiores intérpretes do fado, democrata e...
O CPPC homenageou Rui Namorado Rosa, membro da sua Presidência e que durante anos assumiu as funções de presidente e vice-presidente da direcção nacional. A...
Afirmar a Soberania - Por uma Europa dos Trabalhadores e dos Povos_3
Description: O Encontro pela Paz esteve presente na Manifestação Nacional do dia 8 de Maio, organizada pela CGTP-IN, com o lema «Afirmar a Soberania - Por uma Europa dos Trabalhadores e dos Povos»
Laboratório online e presencial | Violência sobre as mulheres refugiadas_1
Description: No próximo dia 13 de Maio, o MDM (núcleo de Coimbra) realiza, em parceria com o CPPC, o laboratório online e presencial acerca da Violência sobre as mulheres refugiadas. Sujeita a inscrição, através do e-mail: Este endereço de correio electrónico está protegido contra leitura por robôs. Necessita activar o JavaScript para o visualizar.
48º Aniversário da criação de Frente Polisário_1
Description: O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) saúda a Frente Polisário, legítima representante do povo sarauí, por ocasião do 48.º aniversário da sua criação, a 10 de maio de 1973, reconhecendo o seu papel determinante na luta contra o colonialismo e pelo reconhecimento do direito inalienável do povo do Saara Ocidental à autodeterminação e a uma pátria livre e soberana nesse território, no que se inscreve a proclamação da República Árabe Sarauí Democrática (RASD) em 1976.
A Frente Polisário foi criada depois de resoluções da Assembleia Geral das Nações Unidas a determinar, respetivamente, a descolonização do território (Resolução 1514, de 1960) e o direito do povo sarauí à autodeterminação (Resolução 2229, de 1966). No entanto, a potência colonial à época, Espanha, não só incumpriu com aquelas resoluções mas também deu azo à ocupação do Sara Ocidental pelo Reino de Marrocos, em 1975.
A Frente Polisário organizou a resistência armada ao invasor e a 27 de fevereiro de 1976 proclamou a RASD na parte libertada do seu território. Dois terços do Sara Ocidental continuam, no entanto, sob ocupação ilegal do Reino de Marrocos, apesar de este ter ficado obrigado pelo acordo de cessar-fogo de 1991 à realização de um referendo pela independência.
Marrocos tem exercido uma violenta repressão sobre as comunidades sarauís que habitam o território ocupado, e prossegue com a pilhagem dos recursos naturais do Sara Ocidental em proveito de empresas marroquinas e europeias, com a conivência dos EUA e da União Europeia, que ignora deliberações do Tribunal de Justiça Europeu a atestar que tais recursos pertencem ao povo sarauí e não podem ser utilizados sem o seu consentimento.
Mantendo-se fiel à sua solidariedade de sempre com a luta do povo sarauí e da Frente Polisário pela realização das suas legítimas e justas aspirações, o CPPC reclama o fim da repressão sobre o povo sarauí e da ilegal ocupação dos territórios do Sara Ocidental pelo Reino de Marrocos; o respeito pelo direito do povo sarauí à autodeterminação; e a libertação dos presos políticos sarauis detidos nas cadeias marroquinas.
Das autoridades portuguesas, exige-se a adoção de uma política que promova a concretização dos direitos nacionais daquele povo, em consonância com o artigo 7.º da Constituição da República Portuguesa.
A Direção Nacional do CPPC
Inauguração da exposição de artes plásticas "Pela Paz, contra as armas nucleares" em Silve_1
Description: Foi inaugurada, em Silves, a exposição de artes plásticas "Pela Paz, contra as armas nucleares".
Estiveram presentes Sofia Costa da Direcção do CPPC, Elídia Luís da direcção da PAX, Saúl de Jesus Vice-reitor da UAlg, e vários membros do executivo Municipal de Silves, incluindo a presidente da Câmara Municipal de Silves, Rosa Palma.
Esta exposição está patente até dia 4 de Junho nos Paços do Concelho, em Silves.
Inauguração da exposição de artes plásticas "Pela Paz, contra as armas nucleares" em Silve_2
Description: Foi inaugurada, em Silves, a exposição de artes plásticas "Pela Paz, contra as armas nucleares".
Estiveram presentes Sofia Costa da Direcção do CPPC, Elídia Luís da direcção da PAX, Saúl de Jesus Vice-reitor da UAlg, e vários membros do executivo Municipal de Silves, incluindo a presidente da Câmara Municipal de Silves, Rosa Palma.
Esta exposição está patente até dia 4 de Junho nos Paços do Concelho, em Silves.
Inauguração da exposição de artes plásticas "Pela Paz, contra as armas nucleares" em Silve_3
Description: Foi inaugurada, em Silves, a exposição de artes plásticas "Pela Paz, contra as armas nucleares".
Estiveram presentes Sofia Costa da Direcção do CPPC, Elídia Luís da direcção da PAX, Saúl de Jesus Vice-reitor da UAlg, e vários membros do executivo Municipal de Silves, incluindo a presidente da Câmara Municipal de Silves, Rosa Palma.
Esta exposição está patente até dia 4 de Junho nos Paços do Concelho, em Silves.
Encontro pela Paz 2021_1
Encontro pela Paz aprova "Apelo à defesa da paz"_1
Description: O Encontro pela Paz, realizado no dia 5 de junho no Fórum Luísa Todi, em Setúbal, constituiu um importante momento de afirmação dos valores da paz, do desarmamento, da solidariedade e da cooperação. O debate desenvolveu-se em três temas: Paz e Desarmamento, Cultura e Educação para a Paz, Solidariedade e Cooperação. A abertura ficou a cargo de Maria das Dores Meira, presidente da Câmara Municipal de Setúbal, e Ilda Figueiredo, presidente da direcção do CPPC, em nome das organizações e entidades promotoras.
Depois do Encontro, centenas de pessoas percorreram as ruas de Setúbal num desfile que culminou junto ao Monumentos aos Resistentes Antifascistas. O apelo aprovado no Encontro, apresentado pelas 12 organizações promotoras e lido no final do desfile, constitui uma plataforma de unidade para levar mais longe a ação pela paz.
O Encontro pela Paz foi promovido por 12 organizações das mais variadas áreas de intervenção: Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), Câmara Municipal de Loures; Câmara Municipal de Setúbal; Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional (CGTP-IN); Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto (CPCCRD); Federação Nacional de Professores (FENPROF); Juventude Operária Católica (JOC), Movimento Democrático de Mulheres (MDM), Movimento dos Municípios pela Paz, Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e a Paz no Médio Oriente (MPPM); Obra Católica Portuguesa de Migrações; e a União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP).
No processo da sua preparação, cerca de 90 organizações e entidades juntaram-se ao Encontro pela Paz: municípios e juntas de freguesia, clubes e coletividades, sindicatos, escolas, organizações diversas de intervenção e opinião pública.
Apelo à defesa da paz
Em nome das organizações que promoveram este II Encontro pela Paz saudamos todos quantos participaram e contribuíram para a sua preparação e realização num momento tão complexo da situação internacional. O seu sucesso demonstra a oportunidade e a importância do Encontro, dele irradiando o empenho e a disponibilidade para que prossiga e se alargue ainda mais a convergência de vontades para a ação em defesa da paz, considerando-a essencial à vida humana e uma condição indispensável para a liberdade, a soberania, a democracia, os direitos, o progresso social e o bem-estar dos povos – para a construção de um mundo melhor para toda a Humanidade.
Reconhecendo que a defesa do espírito e dos princípios da Carta das Nações Unidas e do Direito Internacional é a base fundamental para o fim do militarismo, da corrida aos armamentos e da guerra, assim como para defender e promover a paz e o desenvolvimento de relações mais justas e equitativas entre os povos de todo o mundo, afirmamos o nosso empenho e apelo à promoção de uma cultura de paz e de solidariedade entre os povos, dando particular atenção aos povos vítimas de ingerência, de agressão e de opressão, incluindo os migrantes e os refugiados, e desenvolvendo uma ação de incentivo à paz e à cooperação em alternativa à guerra e à rivalidade nas relações internacionais.
Atribuindo a maior importância à educação para a paz, nomeadamente junto das novas gerações, este Encontro projetou a atualidade dos valores da paz, da amizade, da solidariedade, da cooperação, da dignidade e da equidade – valores que devem caracterizar as relações entre os Estados e entre os povos - motivando o nosso empenho e apelo a que se promovam iniciativas neste âmbito, designadamente em escolas, associações e autarquias, designadamente em torno do Dia Internacional da Paz (21 de Setembro) e da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Conscientes da premência do fim das armas de extermínio em massa, nomeadamente de todas as armas nucleares, afirmamos o nosso empenho e apelo a que se promovam iniciativas públicas que não esqueçam os bombardeamentos atómicos de Hiroxima e Nagasáqui e o Dia Internacional para a Abolição Total das Armas Nucleares (26 de setembro) e pugnem pela assinatura e ratificação por Portugal do Tratado de Proibição das Armas Nucleares.
Sublinhando que em 2 de Abril de 2021 se comemoraram os 45 anos da Constituição da República Portuguesa, fruto da Revolução de Abril, que acabou com 48 anos de fascismo, incluindo 13 anos de guerra colonial, que consagrou importantes princípios de relações internacionais para Portugal e o povo português – como a independência nacional e a igualdade entre os Estados, o respeito dos direitos humanos, dos direitos dos povos, a solução pacífica dos conflitos internacionais, o desarmamento geral, simultâneo e controlado, a dissolução dos blocos político-militares ou a criação de uma ordem internacional capaz de assegurar a paz e a justiça nas relações entre os povos – afirmamos o nosso empenho e apelo a que se promovam iniciativas visando a sua divulgação e concretização.
Conscientes de que a paz é um direito fundamental da Humanidade, sem o qual nenhum outro direito estará garantido, e alertando para os perigos que a ameaçam, consideramos que este Encontro pela Paz foi um passo importante para o movimento da paz no nosso País e afirmamos a vontade de continuar a unir esforços em Portugal na defesa da paz no mundo, assumindo o compromisso de realizar novas iniciativas com este objetivo, incluindo um novo Encontro pela Paz, pois pela paz, todos não somos demais!
Encontro pela Paz, Setúbal, 5 de junho de 2021